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Campanha “Quero compartilhar” prioriza consumo de experiências e não de bens materiais

Para estar bem vestido, você não precisa necessariamente comprar roupas novas. Assim como não precisa ter um carro para se deslocar pela cidade. Aliás, tem muita coisa que você pode deixar de comprar, pois alguém estará disposto a compartilhar com você – a troco de dinheiro ou não. Na era da Economia Colaborativa, o verbo não é mais "possuir”, mas "usufruir” – entram em cena serviços como assinatura de roupas e aluguel de carros elétricos, além de plataformas de compartilhamento de casas para se hospedar, veículos, entre outros.

A produção e o consumo de produtos têm impactos no meio ambiente e na sociedade, pois usa recursos naturais, energia, gera resíduos e exige trabalho humano. Por isso, no Dia do Consumidor (15/3), o Instituto Akatu lança a campanha "Quero Compartilhar”, que convida a população a priorizar o consumo de serviços que valorizem o compartilhamento de bens, em vez de sua aquisição.

Foi no Dia do Consumidor, em 2001, que nasceu o Instituto Akatu, há 16 anos dedicado a promover a sensibilização e mobilização da sociedade para o consumo consciente. Para que haja o suficiente, para todos e para sempre, um dos caminhos é valorizar o compartilhado, mais que o individual. Ao compartilhar, expandimos ao máximo a capacidade de uso de um produto, assim aproveitamos o que está ocioso, atendemos a necessidade de mais pessoas, evitamos a extração de recursos naturais para a produção de novos itens e os resíduos gerados pelo seu descarte.

QUERO COMPARTILHAR EXPERIÊNCIAS, não acumular coisas
A maturidade e a popularização de tecnologias como dispositivos móveis com acesso à internet, aplicativos, serviços de pagamento e redes sociais, possibilitaram o surgimento de vários serviços de compartilhamento. Roupas, carros e casas podem ser usados por pessoas diferentes, que vão dividir seus custos e usufruir de seus benefícios.

QUERO ME VESTIR BEM, mesmo sem comprar roupa nova
Você costuma dar vida longa às suas roupas? Usa sempre tudo o que compra? Ou várias peças ficam penduradas meses no guarda-roupa com a etiqueta? Comprá-las em excesso é puro desperdício de recursos. Todas as roupas têm um impacto no meio ambiente, pois a produção têxtil requer uso do solo no cultivo de algodão, água, energia elétrica, além de tratamentos químicos nocivos, sem contar o trabalho humano em si e os gastos com a logística. Mas nem por isso você precisa andar mal vestido. Dá para alugar, compartilhar, doar, trocar ou emprestar roupas e acessórios e ainda assim ficar elegante.

QUERO ME LOCOMOVER, mesmo sem ter um carro
Pagar imposto, combustível, estacionamento, seguro e outros custos de manutenção. Ter um carro pode ser prático, mas tem um custo alto, além do forte impacto no meio ambiente, consequentemente, em nós mesmos. Por isso, quando ele for indispensável, é interessante dividir esses gastos e diluir os impactos negativos. Isso já é possível em algumas cidades com os serviços de compartilhamento de carros (ou caronas), o chamado carsharing, como o PegCar (https://pegcar.com) e Vamo Fortaleza (http://www.vamofortaleza.com).
As bicicletas também têm sido compartilhadas em diversas cidades brasileiras. Estações de bike da Mobilidade, por exemplo, estão espalhadas em 21 cidades dos cinco estados do país. Quem adere a essa forma de transporte e serviço consegue dois benefícios: não emite gases de efeito estufa, por não usar combustível, e dilui com outros usuários o impacto da produção do veículo em si.
Esse tipo de serviço valoriza o compartilhamento de produtos, mais que o uso individual, expande ao máximo a capacidade de uso de um produto e atende às necessidades de mais pessoas. Valoriza o uso do produto e não a sua posse. Os consumidores se conscientizam sobre a real necessidade de comprar um veículo e podem passar a fazer essa escolha somente nos momentos necessários ou em outra fase da vida.

QUERO ME HOSPEDAR BEM, mesmo sem ter uma casa na praia ou no campo
O tradicional aluguel de casas de temporadas ganhou impulso com as novas tecnologias. Plataformas online como Airbnb (http://www.airbnb.com), Couch Surfing (https://www.couchsurfing.com) e Alugue Temporada (https://www.aluguetemporada.com.br) facilitaram a tarefa de oferecer os imóveis, assim como de realizar buscas precisas com ferramentas de uso fácil, considerando diversos parâmetros como localização, preço e detalhes da propriedade.
Além disso, estes serviços têm sistemas de reputação dos anunciantes e dos locatários, que oferecem mais segurança aos envolvidos. Isso significa menos intermediários na transação, mais praticidade, pois valoriza o uso de um bem e não a sua posse.
Então, faz sentido construir mais uma casa de praia ou de campo (que tem um forte impacto no meio ambiente e na sociedade) se você pode ter à disposição tantas outras pelo mundo? Antes de uma compra, vale sempre a reflexão: Por que comprar? Eu preciso mesmo disso?

*(O Instituto Akatu não se responsabiliza pelos serviços mencionados acima, que são apenas exemplos de compartilhamento de bens).

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